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terça-feira, 29 de março de 2011

MEU MAIOR MOTIVO PARA EMAGRECER

Essa fase está crítica. Não consigo postar todos os dias desde que decidi falar apenas sobre meu emagrecimento. Nos três primeiros meses passeei por muitos assuntos, comentei meus gostos, analisei e fiz humor com o comportamento das mulheres modernas. Estava muito mais fácil. Aprecio muito essa voação. Mas, fiquei desfocada do emagrecimento. Corri o risco de encontrar um novo prazer ou uma distração e de adiar mais uma vez a realização do maior objetivo da minha vida.
De janeiro para cá tenho escrito menos e dedicado mais à dieta, à atividade física, às reflexões sobre meus motivos para emagrecer e desenvolvido hábitos novos. Todos os dias faço alguma coisinha nova para facilitar o processo. Porém, depois de muita reflexão e ação tenho a declarar: alimentar corretamente e movimentar é o único meio de emagrecer, todo o resto é sustentação, apoio, ação facilitadora.
Como uma das atividades de suporte, voltei a fazer meu diário. Fiquei com saudade da intimidade que o blog não permite. Ontem escrevi os meus motivos para emagrecer. Queria ter clareza disso para lembra nas vezes que estiver perto de cair em tentação. Consegui relacionar pelo menos 20, muitos não estavam claros até ontem.    O melhor foi escrever com certeza absoluta o meu principal motivo. Vou contar:
Quero provar, saborear, nutrir-me dos alimentos e não ser devorada por eles. Explicando melhor, desejo possuir o alimento e não ser possuída por ele. O medo de comer excessivamente, de perder o meu equilíbrio diante da comida diminuiu muito a minha auto-confiança. Funciona assim: Se não sou dona das minhas  ações de frente para a comida, então, que também não sou capaz  de seguir minhas escolhas (passei a acreditar). Ao emagrecer, conquistarei a confança na minha capacidade de agir conforme o planejado. Isso, para mim, é independência. Independência é liberdade e esses dois valores me movem.
Experimente descobrir o seu principal motivo. Funciona como um freio natural diante das tentações.
Amanhã é dia de balança. Até lá! Sinto que terei surpresa boa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

CAIXA DE SURPRESAS

Cismei de colocar a minha casa em ordem. Cansei de procurar uma agulha e encontrar remédios na caixa de costura. Resolvi dar um basta na bagunça e determinar um lugar para cada coisa. Está dando certo! Estou nessa campanha há uma semana, inclusive no carnaval, e está ficando confortável. Hoje promovi uma excursão pela casa e guiei minha família. Apresentei uma a uma a moradia nova de cada objeto. Os contratos estão junto com seus irmãos. As toalhas se reuniram em um só local. Todas as coisas estão sendo ajeitadas para termos mais funcionalidade no dia a dia.
Interessante! Desde a minha decisão sincera de emagrecer, venho encontrando meios alternativos de ajuda. Um deles é ter mais organização no espaço e no tempo. Assim, considero que o meu "ataque de organização" esteja mais contextualizado do que pode parecer.
Vou trocar em miúdos: minha fome de comida é também uma fome de harmonia, de organização, de respeito aos horários. Assim, junto com as iniciativas para emagrecer, estou buscando formas de amenizar a minha visão de espaço e tempo.
No meio dos papéis, encontrei duas caixas lotadas de escritos. Cartinhas e cartões escritos e trocados entre eu, Fernando, Júlia, Bruna e outras pessoas queridas, ao longo de 22 anos de história familiar. Foi uma delícia reler e relembrar nossas passagens. Lá estão registrados o carinho nos aniversários, as primeiras palavras das meninas após a alfabetização, meus conflitos e momentos de fazer pazes com o Fernando, os Natais, as Páscoas e toda sorte de comemorações. Tudo acompanhado de afeto e delicadeza.
Tanta coisa diferente aconteceu ao longo desse tempo corrido e hoje lido. Mas, nos escritos pude encontrar a minha marca registrada: o ardor.
Li uma carta de 1991 e lá estava esse meu tom confessional. Intenso (ou tenso? o que acham?). Esse que ajuda a ver-me como a Silvia. Nessa carta, eu expunha com muita coragem os meus sentimentos e desejos. Poucas pessoas se permitem essa abertura, principalmente aos 20 anos e por escrito. Mas eu dava ali o tom da minha busca existencial mais importante. Valeu à pena ter sido e continuar sendo uma pessoa cheia de bravura. O amor e a verdade se tornaram as ligas fundamentais das minhas relações, seja em casa ou com amigos. Esse é o meu patrimônio. Posso confiar na minha capacidade de amar e de ser amada, ainda que existam os momentos conflituosos.
Com esse mesmo ardor busco hoje a reconstrução do meu corpo. A eliminação do excesso de gordura é apenas parte do processo. Vejo além, desejo mais. Quero viver em paz com os limites (da comida, do tempo, do dinheiro) e ter saúde. Quero olhar a comida e ver nela o que é, e não o que aprendi a achar que seja. Quero movimentar-me com gratidão, andar, levantar, dobrar, como se estivesse sempre numa dança.
As cartas não mentem. Hoje, reli as minhas, vendo que realizei muitos projetos difíceis e bacanas. Me deu mais ânimo para persistir. De fato, é possível construir o que a gente deseja ardorosamente.
Até amanhã!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Desejar o mais que perfeito

Acabo de ter uma intuição poderosa. Fracassei em diversas tentativas de emagrecer por acreditar que deveria fazer tudo no superlativo: certíssimo, pontualíssimo, contadíssimo... Desejei apenas o mais que perfeito. Uma forma encantadora de sabotar minhas iniciativas e permanecer no conforto da falta de ação.
Pensei nisso porque hoje dei uma bela tropeçada. Fiquei na rua muito mais tempo do que esperava, senti fome e devorei salgados fritos de lanchonete. Um motivo aparentemente justo para dizer: "não tem jeito mesmo, não consigo". Mas acordei! Agora à noite voltei à rotina, elegantemente, como se não tivesse tropeçado. Olhei    para a frente, foquei o caminho e andei. Para chegar onde quero, vou ter que conviver e superar os atropelos da estrada.
Em todas as situações da vida aceito os percalços com dignidade. Não deu para terminar hoje, termino amanhã. Não foi possível ter hoje, outro dia a gente compra. Fiz uma escolha errada, como faço para sanar? Vou me ajeitando dentro das possibilidades, acertando ou aceitando quando tudo sai pior do que o esperado. "Um dia feliz às vezes é muito raro", já cantava o Jota Quest. Com um programa de emagrecimento não seria diferente. Essa reflexão altera toda uma forma de agir, cutuca os meus sentimentos mais profundos. Acho que encontrei hoje uma chave que abre a possibilidade de ser tolerante comigo. Quem sabe a tal da determinação que estou buscando seja a soma da paciência nossa de cada dia?
Até amanhã! Obrigada por estar comigo nessa empreitada.

Um resumo da ópera

Senti a necessidade de organizar as reflexões até aqui. Pensei em muitas possibilidades, algumas fizeram mais sentido, outras eu descartei. Estou falando da avaliação que fui fazendo ao longo desses quase cinco meses do blog.
Olhei com verdade e doçura para meus hábitos, comecei a conversar com cada um e estou montando o meu plano de emagrecimento. Nada da história da canção do Roberto: "DAQUI PRA FRENTE, TUDO VAI SER DIFERENTE..." Apenas entendi que preciso pensar e agir para emagrecer. Minhas opções de vida me conduziram ao meu estado atual. Não foi uma boa escolha. Então, suavemente, apoiada nas mãos da consciência e das escolhas corretas quero ter de volta meu corpo ágil e sem dores.
Após alguns ítens, coloquei o link da postagem em que refleti sobre o tema, para facilitar a leitura caso alguém queira caminhar comigo nessa busca.

Primeiro: Entendi que a falta de rotina, de horários regulares para acordar, alimentar e dormir não permitiam seguir um plano alimentar. Estou atenta e criei esses limites. Funcionou muito bem nesta semana. Hoje, já dei uma passada de olhos na agenda e programei as atividades da semana respeitando o tempo de comer e repousar.
http://silviaesilvia.blogspot.com/2010/12/liberdade-ou-indisciplina.html

Segundo: Posso criar um tratado filosófico sobre obesidade, mas emagrecer depende mesmo é de ter respeito a um plano alimentar com uma quantidade menor de calorias a ingerir e mexer o corpo. Renunciar à comida não é fácil como acreditei ao criar o blog. A determinação, a persistência e a disciplina são qualidades a desenvolver. Isso pesa, né? Então tenho pensado no lado bom de desenvolver essas virtudes e os ganhos que posso ter. Eles vão muito além da perda de quilos. É criar um jeito novo de ver e vencer os desafios da vida.

Terceiro: Esforçar durante a semana e tomar cerveja no sábado e domingo é postergação ou sabotagem. Abri mão. Estou a caminho de novas diversões.
http://silviaesilvia.blogspot.com/2011/02/cerveja-e-fim-de-semana.html

Quarto: Busquei uma atividade física que gostei, perto de casa, identifiquei com a professora, matriculei-me em um horário sem chance de ter compromisso de trabalho. Verifiquei todos os detalhes possíveis para evitar parar.
http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=204541501650993153&postID=3428398181111050412

Quinto: o período que passei do sobrepeso para obesidade coincide com o uso de medicamentos antidepressivos. Assim, pretendo intensificar aos poucos a programação de atividades físicas, por ser esse o tratamento complementar mais poderoso para a doença. Atividades aeróbicas fazem o corpo liberar mais neurotrasmissores que promovem bem estar. Planejo buscar tratamentos alternativos,tudo com acompanhamento médico, para eliminar os antidepressivos ou, pelo menos, diminuir a dosagem. No começo do blog fiz uma linha do tempo, inclusive com fotos, em que ficou muito evidente como engordei de um ano para o outro, justamente quando comecei a usar remédios.
http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=204541501650993153&postID=8412354087109502086


Sexto: a escrita me ajuda a organizar as idéias e diminui o burburinho interno. Isso é um tchau para a ansiedade.

Sétimo: fazer trabalhos manuais relaxa e distrai a atenção da comida. Resulta em menos ansiedade e menos compulsão.
http://www.blogger.com/posts.g?blogID=204541501650993153&searchType=ALL&txtKeywords=&label=artesanato+para+emagrecer


Oitavo: emagrecer é viver um estado de bem estar com o corpo e emoções. Para mim, está muito além de seguir uma dieta durante um tempo. É preciso fazer as pazes com o tempo e até com um pedaço de maçã. Sentir o cheiro, a textura, a temperatura, os gostos. Isso requer fineza de espírito. É preciso renunciar à pressa e à brutalidade.

Uma boa caminhada, não acha? Sinto-me bem com essas reflexões e pronta para fazer diferente.
Até amanhã!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um dia de cada vez

Fui mais uma vez à academia! Não fugi! Fui fiel, fiz tudo bem direitinho!
Acho que vou adotar o lema dos alcoólicos anônimos: um dia de cada vez.
Minha avaliação com a fisioterapeuta foi tudo de ruim. Todos os meus índices gordurais (!) estão acima do esperado. É lógico que eu já sabia, mas ver o relatório foi doloroso. Então, desejo muito seguir fazendo atividade física e estou consciente da necessidade de fazer dieta. Estou tentando também. Hoje fui disciplinada até as 20 horas, mas dois hamburgueres (completos, não é só a carninha não) atravessaram a minha estrada e foram devorados.
Mantenho o meu propósito de não usar medicamento para emagrecer e não fazer cirurgia de redução do estômago. No início do ano passado avaliei essa possibilidade e procurei um cirurgião. Depois vi que não é um procedimento adequado para mim.
Sinto aflição de pensar que depois de amanhã tem academia de novo. Eu poderei até lá encontrar, sendo honesta, poderei criar um motivo para não ir. Preciso ser paciente e delicada comigo. Vencer um dia de cada vez. Esse é o meu novo mantra.
Alguém mais no mundo sofre desse mal? Sou um caso tão raro por sentir fobia de academia?
Bem, gostei muito da professora e fiz um contrato semestral. Quando pensar em fugir posso me apegar a essas lembranças: o coração magoado da minha nova amiga e o meu bolso sangrando. Eu também sei criar estratégias para me ludibriar, afinal, sei o quanto sou difícil.
Amanhã tenho um novo desafio. Decidi, depois de negociar com toda a família, principalmente com o meu digníssimo marido-sócio, que em 2011 não trabalharei no período da manhã. Sei que esse prazer, a princípio, vai ter que ser conquistado porque estou habituada a priorizar o trabalho.
Terei esse tempo para me cuidar, dar atenção a minha filha mais nova, ela mudou de escola, e para fazer coisinhas que tenho vontade e há muitos anos decretei, não sei porque, que não poderia fazer, já que o trabalho esteve sempre em primeiro plano.
Espero usar as manhãs para nadar, ou quem sabe, mudar uma planta de lugar, ou ainda meditar. Quem sabe poderia experimentar o não fazer? Estou me propondo um tempo para sentir mais.
Amanhã, de manhã, conto mais um pouco sobre essa opção de vida.
Até!



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

EMAGRECER COM OS SONHOS

Há três dias não faço um post. Estou às voltas com um sonho. Tento fazer um texto agradável e bom de entendimento, mas ora acho muita voação, ora julgo banal. Porém, tenho certeza que foi um sonho ilustrativo para mim e poderia ser para quem ler.  Então insisto, contando com a boa vontade dos meus amigos leitores.
Sonhei que uma conhecida chamada Silvia, sacoleira, me telefonou avisando que mandaria pães para eu comprar.  No próprio sonho dormi. Quando acordei , ela tinha enviado diversas massas com molhos variados e formatos super diferentes. Aquele tipo que só de olhar a gente sabe que a delícia vai nos fazer cair em tentação.
Numa outra sacola ela mandou vestidos lindos e umas peças de lingerie sofisticadas e sensuais.
A curiosidade do sonho é que tanto as massas quanto as roupas traziam uma mesma plaquinha : TUDO A R$32,40. Um vestido bonito ou um pacote de lasanha custavam igual.
No sonho não sabia de qual sacola escolher, mas sabia que não poderia pegar das duas.
Acordei pensativa e tentei escrever. Os detalhes do sonho deixariam o texto mais divertido. Não ousei! Senti –me demasiadamente exposta. Fiz opção pela versão ligth e seguem minhas reflexões.
Fiquei plenamente convencida que a obesidade é uma escolha. Isso é muito esperançoso.  As duas sacolas do sonho me ofereciam possibilidades distintas na vida. A primeira me trazia o prazer da comida farta e calórica e o conforto que a saciedade produz. A segunda me ofertava o prazer da sensualidade.
 Tudo custa R$32,40. A mensagem é que tudo tem a priori o mesmo valor. A diferença fica estabelecida quando realizo a escolha. Se pego o macarrão do sonho demonstro a minha crença que ele pode me trazer mais bem estar, ou que tenho pressa de me sentir satisfeita ou ainda que me vejo  incapaz de vencer os apelos que aquele prato tão bonito e cheiroso faz aos meus sentidos.  Se pego as roupas materializo a crença que aquilo vale mais para mim. Ao marcar a minha alternativa, estabeleço que é ela a certa. Atribuo um valor diferente para cada coisa. A escolha de onde vou investir o meu dinheiro, significando aqui todos os meus recursos (o tempo, a vontade e a ação) é minha. O melhor da história: se vejo isso até em sonho, eu posso mudar a minha história.
Na primeira postagem afirmei que cada obesidade é uma. Estou firme na idéia que um tratamento definitivo para mim implica em fazer o caminho de volta, parando, observado os fatos que originaram as idéias, que viraram sentimentos e que viraram crenças e que no final das contas viraram comilança e gordura.  Não existe certeza, a fé me move.
Começa a dar certo. Ao comer lembro que posso ceder. Deixar um pouco para depois ou pensar que tenho outros desejos importantes. Se comer em excesso a realização deles vai ficar comprometida.
Embora eu esteja falando de obesidade e emagrecimento, constato que a idéia da escolha se aplica a quase tudo na vida. Vale a pena colocar as suas na berlinda. Bons sonhos!