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quarta-feira, 13 de abril de 2011

NEM TUDO SÃO FLORES

Algumas vezes tenho a impressão que o meu corpo trabalha contra o emagrecimento. É preciso ter muita força e empenho para continuar empenhada nesse projeto. Estou precisando de consolo e alternativas pois meu joelho esquerdo desanimou e não está querendo continuar a academia. Desde a última segunda sinto dores e depois de muito tempo ficando em pé começo a mancar.
Estou com medo. Sei que o movimento está sendo fundamental para me estimular.
Hoje pesei novamente. Mantido o número da semana passada. É um pouco frustrante porque imaginei que o ponteiro abaixaria. Porém, se não aumentou, estou no lucro.
Tenho momentos de irritação intensa. Noutros, fico desanimada. Quando recobro a consciência e fico dona da casa, dos meus pensamentos, entendo que é preciso ter paciência e deixar o tempo colaborar no ritmo dele. Estou persistindo e isso é uma virtude. Sempre fui muito entusiasmada para começar a fazer coisas novas. Agora, com o blog e o plano de emagrecimento estou aprendendo dar continuidade, a entender o valor do meio do caminho.
Escutei muitas vezes que para mim "era 8 ou 80". Eu concondo. Sou intensa para gostar e para fazer. Começo a descobrir o valor do 30, do 40 e do 50. Acho que isso se chama moderação. Seguir um plano alimentar depende muito de diplomacia, de negociação com o estômago e com o desejo. Então, continuo repetindo o meu mantra: emagrecer é muito mais do que eliminar kilos.
Um corpo diferente, despido da gordura, precisa de um ambiente que lhe dê sustentação. É preciso colocar-me a trabalho para criar as condições (ou seriam permissões?) mentais para acolher um novo jeito de ser e me ver bem, sem os excessos.
Não estou disposta a trocar a compulsão por comida por qualquer outro tipo de compulsão. Julgo que não está em melhor estado quem joga, bebe, fala, arrisca-se ou compra de maneira descontrolada. Estou em busca de viver em paz com meu corpo, meu tempo e minhas posses. Minha meta é emagrecer mais 17kg. Ficarei acima do chamado peso ideal para a minha altura. Porém, acho que essa é uma meta real, possível de ser realizada e mantida nos próximos anos.
Para terminar, queria contar que acabei de ler "ORGULHO E PRECONCEITO"  de Jane Austen, a autora lida pelas personagens do filme "CLUBE DE LEITURA", assunto do meu último post. Adorei a história, romantismo puro, transporte para um tempo pausado, manso, de cartas escritas diariamente e de diálogos longos. Comparei com o nosso tempo e fui lembrando do twiter - 144 caracteres para contar sua história. As mulheres viviam sob exigências sociais muito rígidas, porém, sem tantas expectativas como na atualidade. Ninguém precisava ser multifuncional para amar e ser amado. Precisamos pensar se as trocas valeram. Afinal, nesses tempos de independência, nem tudo são flores.
Até amanhã!

sexta-feira, 11 de março de 2011

VOU REPETIR-ME

Preciso voltar a fita... Alguém ainda se lembra das fitas k7? Começar o texto assim é sinal que imagens permaneceram grudadas na minha mente, mesmo eu tendo conhecido e usado muitas outras tecnologias. Bingo! Boa pista! Isso pode render muito assunto. Mas, vamos deixar esse papo para outros posts. Gostaria de repetir aqui o trecho final do meu post de ontem. Peço licença por essa repetição, mas afirmo, de coração aberto, que não se trata de "embromation".

 A eliminação do excesso de gordura é apenas parte do processo.
Quero viver em paz com os limites (da comida, do tempo, do dinheiro) e ter saúde. 
Quero olhar a comida e ver nela o que é, e não o que aprendi a achar que seja. 
Quero movimentar-me com gratidão, andar, levantar, dobrar, como se estivesse sempre numa dança.


Quando comecei a escrever não sabia como iria costurar a idéia da arrumação da casa, da leitura das cartas e do meu processo de emagrecimento. Mas, aos poucos, as frases foram nascendo. Apareceu um primeiro link entre elas. Continuei escrevendo com naturalidade, só com intuição, mas as idéias se juntaram com lógica. Acho que fiz um texto muito verdadeiro. Ao terminar, reli diversas vezes e uma voz interna dizia contente: "É isso aí".
Após seis meses de caminhada entendi com a cabeça, com o coração e até com o corpo o que preciso fazer para emagrecer. Amei as frases simples, mas cheias de sentido, que copiei acima. 
Hoje, não lembrei que comida existia. Os pães, os biscoitos ou o arroz fresquinho não roubaram a minha paz. Não precisei de determinação nenhuma, porque a comida ficou quieta no lugar dela. Eu fiquei no meu e tivemos uma convivência muito agradável.
Espero que essa boa convivência dure para sempre, igual a um bom casamento. 
Hoje, eu escreveria as frases de ontem assim:



Posso viver em paz com os limites (da comida, do tempo, do dinheiro) e ter saúde. 
Posso olhar a comida e ver nela o que é, e não o que aprendi a achar que seja. 
Posso movimentar-me com gratidão, andar, levantar, dobrar, como se estivesse sempre numa dança.



Até amanhã!